Foi preciso que Caetano Veloso decidisse inaugurar sua fase de colunista do jornal O Globo (no último domingo) com uma forte crítica ao estado de abandono em que se encontra o Centro Histórico de Salvador, citando mais especificamente o entorno do Pelourinho, para que o tema ganhasse repercussão nacional. Há tempos que jornais baianos, entre os quais A TARDE, têm feito reportagens relatando a insatisfação dos comerciantes da área, que foram atraídos para ali durante os anos 90, ante a fuga dos clientes causada pelo aumento da criminalidade e da escassez de eventos.
Desde que assumiu a pasta, o secretário de Cultura da atual administração, Márcio Meirelles, é cobrado pelo apoio que deixou de dar às manifestações culturais da área. Já houve protesto de artistas e administradores de teatros, como o Teatro XVIII, além de repetidas reclamações dos comerciantes.
O crescimento do tráfico de drogas em toda a área, especialmente do crack, tornou o Pelourinho um local perigoso e que afasta os turistas e os baianos que já tinham se acostumado a frequentar os restaurantes, bares e casas de cultura ali existentes. Talvez agora, com o grito de Caetano Veloso e da repercussão que alcançou, os nossos administradores acordem e façam alguma coisa realmente eficiente para a recuperação do Centro Histórico.
Comentários: J C .Cadê o governador Jaques Wagner, lembra do saudoso ACM. que arrumou o Pelourinho e ele na época criticava bastante