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quarta-feira, 29 de maio de 2019

SÃO FELIPE - BA: 139 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

Nesta Quarta-feira 29 de Maio de 2019, o município de São Felipe – localizado a 178 km de Salvador, no Recôncavo Baiano, vai comemorar 139 anos de emancipação política.
O município de São Felipe foi emancipado no dia 29 de maio de 1880. A localidade nasceu a partir das bandeiras empreendidas pelos irmãos Filipe e Tiago Dias Gato no ano de 1678. Tradicional localidade do Recôncavo Baiano, São Felipe se destaca em razão de alguns prédios de relevante valor histórico e arquitetônico, como o Praça Municipal, a Igreja Matriz, dos padroeiros São Filipe e São Tiago, diversos engenhos de cana e ruínas, além de algumas residências urbanas rurais. Durante muito tempo a localidade ficou conhecida como São Felipe das Roças, em virtude do grande número de lavouras estabelecidas em torno do povoado. Sua sede se expandiu em torno da igreja matriz, construída nas proximidades da "fonte do povo", que abastecia a localidade.
Em 1931, houve a segunda emancipação política e administrativa. No mesmo ano, em desobediência ao Decreto Lei que humilhava o povo de São Felipe (Decreto este que anexava a mesma ao Município de Maragogipe), o Major Carlos Moura foi preso por não entregar o cargo de Intendente (Prefeito) e os documentos fiscais da Prefeitura de São Felipe ao Município de Maragogipe.
Em dezembro de 1936, a cidade de São Felipe foi invadida por grupos de integralistas revolucionários que queriam semear a desordem sendo recebidos a balas de rifles e expulsos sob o comando do Intendente Carlos Moura e Albuquerque e seus amigos José Batista, Roque de Izidoro e empregados de sua fazenda. O fato foi comunicado ao Interventor Federal (Governador) Juracy Magalhães, que providenciou de imediato enviar para São Felipe armas, cuja finalidade era a de defender a cidade. Em setembro de 1937, São Felipe sofreu outra invasão de surpresa pelo mesmo grupo revolucionário, na época contando com inúmeros adeptos e simpatizantes. Fortemente armados, invadiram a residência do Intendente Carlos Moura, conduzindo-o até a Prefeitura Municipal sob a mira de fuzis, exigiram que o mesmo renunciasse.

Ilegalmente, o grupo revolucionário empossou um novo Intendente Theófilo Noya, governo este que durou pouco, em função do Golpe de Estado em novembro de 1937. Em seguida, Major Carlos Moura foi reempossado pelo Interventor Federal (Juracy Magalhães) ficando no poder até 1942.