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domingo, 3 de março de 2019

SANTO ANTONIO DE JESUS-BA: JOVEM ACUSA SEGURANÇA DE BAR DE AGRESSÃO E LESBOFOBIA; ESTABELECIMENTO NEGA



Jovem acusa segurança por agressão na Cabana do Churrasco em Santo Antônio de Jesus. Segundo relatos da jovem em sua página do Facebook, ela e outras mulheres foram agredidas fisicamente pelo segurança e verbalmente pelo proprietário do estabelecimento, na madrugada de domingo (24). A jovem disse que registrou queixa da suposta agressão.
Às vezes dependemos dos nossos algozes para nos fazer aparecer. Felizmente, me orgulho de poder dar forma às minhas lutas e dores com minha carne, meu black e meu brado. Ao mesmo tempo, me sinto estraçalhada de ter que vir preencher a minha timeline com um relato sobre o episódio de lesbofobia e violências em que fui vítima, mas que também faz aparecer um homem perigoso. 
Os caminhos pareciam abertos no último sábado, durante uma cerveja casual com minha companheira Amanda e uma amiga, quando palavras sujas, violência física e ameaças borraram minha felicidade pública. O racismo, que perpassa toda a situação, lesbofobia, machismo, intolerância, desrespeito, preconceito; nessa ordem, embora alguns virem a cara e digam que não. Entendam:
1 - Estava no bar Cabana do Churrasco (ao lado do espaço do São João), na madrugada do domingo passado 24.02.19, por volta de 1hr, quando Amanda decidiu fumar um cigarro do lado de fora; 
2 - Estranhando a demora de Amanda, saí da mesa e fui aonde ela estava, mas fui barrada pelo segurança do estabelecimento, Sérgio Nery. Após dizer que retornaria ao bar em instantes, ele permitiu que eu saísse; 
3 - Ao me aproximar de Amanda, notei que um casal de mulheres, com quem ela conversava, detalhava a truculência e agressão física do mesmo segurança Sérgio. Neste momento a PM - solicitada por elas - já estava no local e como já tínhamos passado nosso contato, fui razoavelmente solidária com elas, mas convidei Amanda para voltar ao bar;
4 - O segurança Sérgio Nery nos barrou e segurou, violentamente, o braço de Amanda. Cochichamos que seria melhor voltar à mesa e pensar no que fazer. Contamos o ocorrido a Fernanda, minha amiga, que foi falar com “o dono do estabelecimento’’, segundo o mesmo; 
5 - Ao reportarmos o episódio ao proprietário, esbocei a minha indignação. "Vocês costumam agredir seus clientes aqui?", indaguei. "Não só agredimos, como também os cortamos", disse ele, o proprietário, fazendo sinal de arma. O mesmo, ainda nos deferiu xingamentos hostis, e ao perceber que nós estávamos ficando exaltadas com a situação, chamei as meninas para sair; 
6 - Após sermos agredidas e hostilizadas, nos reunimos para arquitetar nossa ida para casa, quando ouvimos gritos de duas mulheres. Mais uma mulher, acompanhada por outra mulher, agredida pelo mesmo segurança. Por ser uma delas conhecida, e como já estavam fora do bar, fui até elas;
7 - O segurança Sergio, do alto de sua posição, legitimado pelo seu patrão, se aproximou e ironizou Amanda que, ao retrucá-lo, recebeu um imenso soco na boca. Ela foi arremessada longe, levantou e devolveu a agressão. 
8 - Quando eu saí em defesa dela, a resposta dele foi um soco no meu olho. Tudo isso num ambiente pulverizado de polícias. 
9 - Machucada, ferida, destratada, me restou um pedido para deixar de lado a queixa e ir para casa, "para não criar mais problemas", conforme orientou um dos policiais. 
10 - O desfecho na delegacia foi uma interminável espera, sob risos (dos policiais) e constrangimento para justificar o que não poderia ser mais explícito: Edemas, sangue e lágrimas. Enquanto isso, um dos nossos algozes (o pior deles, o segurança) foi tratado da maneira esperada: Sob o confortável corporativismo da polícia.
Fizemos exames de corpo de delito - não sem antes esperar o suficiente para nos fazer pensar se valia a pena ir adiante com "isso tudo".
Estou com medo, pois não sei o que ainda pode nos acontecer quando esse sujeito continua atuando de maneira escusa. E, no entanto, estou sendo apoiada da maneira mais necessária possível. Estou sem cabeça, mas tentando ficar firme. Por ora, evitem o Cabana do Churrasco - @cabanadchurrasco. É extremamente perigoso.
Edit 1: decidimos postar foto
Em nota, a direção do Cabana do Churrasco negou o fato e disse que algumas jovens estavam tentando entrar de forma coletiva no banheiro e foram impedidas pelo segurança. A direção informou ainda que uma delas atingiu o segurança com um capacete na cabeça e o mesmo se defendeu.  A direção  informou que a confusão foi presenciada pelos policiais e que o estabelecimento processará a jovem por falsas afirmações.  Confira abaixo a nota na íntegra:

Fonte: Blog do Valente